Monday, 5 March 2018

Tarde no Centro

O centro de São Paulo é muito bonito. Edifícios lindos, praças fantásticas, jardins, igrejas enfim, é uma região de São Paulo que gosto muito e que tenho pena de não visitar mais, mas que infelizmente está muito degradada. Para além dos riscos nas paredes, a quantidade de moradores de rua e drogados, torna a região perigosa (especialmente ao fim do dia e a noite) e deixa-me sempre receosa a passear, parece que nunca estou totalmente confortável. Mas, a verdade é que o centro tem muitas coisas boas e, com as devidas precauções, vale imenso a pena visitar e hoje foi mais um exemplo de uma tarde top!
Fui almoçar com a querida D. ao restaurante Esther que fica bem no centro de Sampa, no topo do edifício com o mesmo nome, trata-se do restaurante do famoso chef Olivier onde para além da comida ser excelente, a vista sobre São Paulo é deslumbrante. 
Mas, o passeio não acabou aí, em seguida fomos ao Centro Cultural do Banco do Brasil (prédio lindo, onde nasceu a primeira sucursal do banco em São Paulo), ver uma exposição de Jean-Michel Basquiat que eu não conhecia, mas gostei de ficar a conhecer, não tanto pelos quadros, mas mais pela história. Trata-se de um artista de rua de Nova Iorque que viveu durante os anos 70 e morreu muito novo (overdose de heroína), com apenas 27 anos. O que é curioso é que os quadros podiam ter sido feitos por qualquer artista de rua, nao sao melhores, mais originais, ou peculiares, por isso, porque razão é que os quadros dele valem milhões e os outros não? Como a D. tão bem disse, porque é que com ele deu certo e com os outros não? Parece-me realmente estranho.... é mais um caso em que se aplica perfeitamente a expressão, "mais vale cair em graça do que ser engraçado".












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